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PERDAS DA FORÇA DE PROTENSÃO |
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PERDAS DA |
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2 |
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ÍNDICE |
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CAPÍTULO
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DESCRIÇÃO
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Nas peças pós-tracionadas, a
armadura ativa ao ser posta em tensão pelo macaco sofre um alongamento gradativo
que varia de zero até o valor final. Em conseqüência, e como a bainha apresenta
quase sempre desenvolvimento curvo e sinuosidades involuntárias, surge o
inevitável atrito entre o aço de protensão e a bainha.
Em função das forças de
inflexão e do coeficiente de atrito "m ", a perda da força de
protensão devida ao atrito pode ser quantificada ao longo do cabo através da
equação indicada na NBR 7197, item 8.5.1.2:
, da qual tiramos
(Euler Coulomb)
na qual:
Po =
força de protensão na seção de abscissa x=0; no tempo t = 0;
Po (x)
= força de protensão na seção de abscissa x, no tempo t = 0;
Pi
= força máxima aplicada à armadura de protensão pelo equipamento de tração;
m =
coeficiente de atrito entre o aço e a bainha;
a = somatório dos ângulos de inflexão do cabo,
não considerada a inclinação inicial ao;
k = mg, sendo
g = coeficiente
de perdas por metro, provocadas por curvaturas não intencionais. Varia com o
diâmetro da bainha.
m = 0.50
entre cabo e concreto sem bainha;
m = 0.30
entre barras ou fios com mossas ou saliências e bainha metálica;
m = 0.20
entre fios lisos paralelos ou trançados e bainha metálica;
m = 0.10
entre fios lisos paralelos ou trançados e bainha metálica lubrificada.
|
ø
bainha (mm) |
30 |
40 |
50 |
³ 60 |
|
g (rad/m) |
0.015 |
0.010 |
0.008 |
0.006 |
|
k = mg |
0.015m |
0.010m |
0.008m |
0.006m |
Protensão aplicada em um
extremo do cabo:

Fig. 1: Protensão aplicada em um extremo do cabo
Protensão aplicada nos dois
extremos do cabo:

Fig. 2: Protensão aplicada nos dois extremos do cabo
Os diagramas mostrados nas
figuras 1 e 2 indicam constância nas perdas de protensão, o que não acontece na
realidade, uma vez que as forças de atrito dependem do coeficiente "m "
e do raio de curvatura dos cabos, ou seja, da pressão transversal "p"
que o cabo exerce contra a bainha ou contra o concreto.
Para exemplificar, tomemos dois
cabos de mesmo comprimento e mesmo desvio angular, tendo o primeiro grandes
raios de curvaturas e o segundo raios mínimos.

Fig. 3: Cabos com diferentes raios de curvatura
Protendendo os cabos pelos dois
lados simultaneamente, o primeiro dará maior alongamento com igual esforço “Po”
que o segundo, ou seja, terá menores atritos ao longo de sua trajetória.
Conclusões práticas:
1.
Embora pela equação de Euler-Coulomb o resultado teórico seja o mesmo, a força
de atrito varia com a pressão unitária de contato, isto é, com o raio de
curvatura do cabo. Para que esta pressão radial não se torne excessiva,
ocasionando a destruição da bainha e o esmagamento do concreto, é necessário
que os raios de curvatura do cabo não sejam inferiores aos valores mínimos
abaixo indicados. Para que os componentes do feixe entrem na ancoragem da forma
mais regular possível, é necessário existir o comprimento reto "L"
mínimo anterior à ancoragem também abaixo indicado.
Cordoalha
de 7 fios = Ø 1/2"
(RB)
|
cabo |
4 Ø 12,7 |
6-7 Ø 12,7 |
12 Ø 12,7 |
19-22 Ø 12,7 |
27-31 Ø 12,7 |
|
raio "R" |
5,0m |
6,0m |
8,0m |
11,0m |
14,0m |
|
"L" |
|
|
|
|
|
Cordoalha de 7 fios = Ø 5/8" (RB)
|
cabo |
4 Ø 15,2 |
6-7 Ø 15,2 |
12 Ø 15,2 |
19-22 Ø 15,2 |
27-31 Ø 15,2 |
|
raio "R" |
|
|
|
|
|
|
"L" |
|
|
|
|
|
2. Os
coeficientes numéricos e as considerações aqui apresentadas subentendem
execução cuidadosa e observância das regras de boa execução do concreto
protendido, supondo-se naturalmente que não haja infiltração da calda de
cimento durante a concretagem.
3. O
coeficiente de atrito "m" aumenta com a presença de Óxido de Ferro,
seja nas cordoalhas, seja na parede da bainha.
4.
Temos observado que os alongamentos medidos em obra são quase sempre menores
que os teóricos porque subestimamos o coeficiente "m"
e principalmente o coeficiente "k = mg," das curvaturas não
intencionais. O fato merece atenção a fim de que a estrutura não fique com falta
de protensão.
A acomodação das cunhas nas
ancoragens (cravação) provoca uma perda de
Como a força gerada pelo atrito
tem sempre sentido oposto ao do movimento do cabo, por ocasião do recuo acima,
ela irá se opor ao mesmo, dando origem a um atrito negativo.
Na expressão:
![]()
Dp é a
variação da força de protensão por unidade de comprimento e ocasiona a
inclinação do diagrama das perdas. Com o atrito negativo, esta inclinação terá
o sinal trocado, isto é, após a perda devida a cravação ocorrerá um aumento Dp/m até que o diagrama ascendente encontre em x
= xr o diagrama original
descendente (Fig. 4).

Fig. 4: Perdas por acomodação da ancoragem
xr depende de a, m e k
mas em cabos curvos seu valor costuma estar entre 12 e
Sejam:
lr = recuo devido à cravação das
colunas (cm);
Ap =
área da seção transversal do cabo (cm²);
Dp = perda da força de protensão por unidade de
comprimento nos
DP = perda da força de protensão junto à
ancoragem, devida à cravação das cunhas (kN);
Ep =
módulo de elasticidade do aço (kN/cm²);
f = Dp . xr = perda da força de protensão
no comprimento x = xr.
Pela Lei de Hooke:
\ ![]()
Conseqüentemente, a perda de
protensão junto a ancoragens valerá:
(kN)

Fig. 5:
Perdas por acomodação da ancoragem
As perdas por atrito que
ocorrem internamente no macaco de protensão podem ser avaliadas em 2,5 % do
esforço da protensão. Portanto, o projetista deve levar
em conta este valor por ocasião do cálculo final do esforço da protensão.
As
perdas progressivas decorrem da natureza intrínseca dos materiais aço e
concreto e são devidas a uma diminuição de volume de concreto, decorrente dos
fenômenos de retração e deformação lenta. São devidas também à fluência do aço,
à qual corresponde uma relaxação, isto é, perda de tensão.
2.1.1 Fluência
do concreto (NBR 7197 – 7.1)
A fluência ou deformação lenta
do concreto é o encurtamento do mesmo devido à ação de forças permanentemente
aplicadas.
A fluência ecc varia linearmente com a tensão
aplicada e compõe-se de uma parte rápida e uma parte lenta. A parte rápida ecca é irreversível. A lenta é
composta pela deformação reversível eccd e
irreversível eccf.
Portanto:
ecc = ecca + eccf + eccd
Se considerarmos também a
deformação elástica inicial ec, a
deformação total do concreto devida à ação das formas externas aplicadas será
ect = ec + ecc
ou ainda:
ect = ec + ecc (ec / ec) = ec + ec (ecc / ec)
ect = ec + f ec = ec (1+ f)
Ф denomina-se coeficiente
de deformação lenta e permite expressar a deformação por fluência e ecc em função da deformação
elástica, ou seja:
ecc = f ec
O coeficiente f se compõe de três partes:
f = fa + ff + fd, sendo:
fa = coeficiente de fluência
rápida - depende da resistência do concreto;
ff = coeficiente de fluência
lenta irreversível - depende da umidade relativa do ambiente, da consistência
do concreto, da espessura fictícia e da idade fictícia do concreto;
fd = coeficiente de fluência
lenta reversível.
Considerando-se pois que o
concreto tem uma idade fictícia t no instante considerado e tinha uma idade
fictícia to ao ser aplicada a carga, a expressão acima fica:
f(t,to) = fa + ff¥ [ bf(t) - bf(to) ] + fd¥ bd NBR 7197 – 7.1.3
Na maioria dos casos da
prática, porém, interessa-nos apenas a fluência final (no tempo t¥ ) e o
coeficiente correspondente pode ser retirado da tabela 4 dessa Norma.
2.1.2 Retração
do concreto (NBR 7197 – 7.2)
Retração é o encurtamento do
concreto devido à evaporação da água desnecessária à hidratação do cimento. A
retração depende da umidade relativa do ambiente, da consistência do concreto
no lançamento e da espessura fictícia da peça.
O valor da retração entre os
instantes to e t é dado no item 7.2.1 da Norma pela expressão:
ecs (t,to) = ecs ¥ [ bs(t) - bs(to) ]
Também aqui, na maioria dos
casos interessa apenas a retração final ecs¥ , cujo valor para obras correntes pode ser
tirado da tabela 4 em função da idade fictícia do concreto (to = 5,30 ou 60
dias) no instante em que o efeito da retração começa a ser considerado.
NBR 7197 - Tab. 4: Valores
particulares para estimativas preliminares ou para obras correntes realizadas
com concreto plástico, correspondentes a abatimentos de
|
UMIDADE
|
U =
40% |
U =
55% |
U =
75% |
U =
90% |
|||||
|
RELAÇÃO
GEOMÉTRICA |
20 |
60 |
20 |
60 |
20 |
60 |
20 |
60 |
|
|
FLUÊNCIA |
to = 5
dias |
4,4 |
3,9 |
3,8 |
3,3 |
3,0 |
2,6 |
2,3 |
2,1 |
|
to =
30 dias |
3,0 |
2,9 |
2,6 |
2,5 |
2,0 |
2,0 |
1,6 |
1,6 |
|
|
to =
60 dias |
3,0 |
2,6 |
2,2 |
2,2 |
1,7 |
1,8 |
1,4 |
1,4 |
|
|
RETRAÇÃO |
to = 5
dias |
-0,44 |
-0,39 |
-0,37 |
-0,33 |
-0,23 |
-0,21 |
-0,10 |
-0,09 |
|
to =
30 dias |
-0,37 |
-0,38 |
-0,31 |
-0,31 |
-0,20 |
-0,20 |
-0,09 |
-0,09 |
|
|
to=60
dias |
-0,32 |
-0,36 |
-0,27 |
-0,30 |
-0,17 |
-0,19 |
-0,08 |
-0,09 |
|
Reunindo os efeitos da fluência
e da retração do concreto, a conseqüente perda de tensão na armadura ativa em
cada seção pode ser obtida pela expressão do item 8.5.2 da NBR 7197 ou pela
expressão seguinte:

Nesta expressão:
Np =
componente normal de P na seção;
Ec=Ec28sec =
módulo de deformação do concreto;
Mpg /
Wc,p = tensão normal do momento da protensão P¥ e da carga permanente g, na seção
considerada;
j¥ =
coeficiente final de fluência;
ec¥ =
retração final;
Ep =
módulo de deformação do aço de protensão;
k =
coeficiente de rigidez da seção considerada.
![]()
Sendo:
a = Ep / Ec;
Ac =
seção transversal de concreto;
Ap =
seção transversal da armadura de protensão;
e =
excentricidade do cabo na seção considerada;
Wcp =
módulo de resistência da seção, na altura do cabo.
Observações:
(Ref. 1)
foi obtida a partir da deformação elástica e da deformação plástica, bem como
da coerência de deformações entre o aço e o concreto.
2. Np /
Ac e Mpg / Wc,p são perdas de tensão normal de compressão, portanto equivalem a
tensões de tração e têm por isso sinal positivo.
3. Para
estimativas preliminares de obras correntes realizadas com concreto plástico,
os valores de f ¥ e ecs podem
ser tirados da tabela 4 (NBR 7197).
4.
Sendo necessário conhecer f e ecs¥ entre
os tempos 0 e t, basta seguir os itens 7.1.3 e 7.2.2 da NBR 7197.
5. No
caso particular da armadura ativa estar no baricentro da seção (como por
exemplo no caso de tirantes e pilares protendidos), tem-se:
e = 0
Mpg/Wc,p = 0
K = a Ap / Ac
e portanto: 
|
2.2 |
Fluência do aço – Relaxação |
Fluência do aço vem a ser o
alongamento que o mesmo sofre no decorrer do tempo quando mantido sob tensão
constante. Há tratamentos térmicos que permitem amenizar o valor destas perdas
(aços de relaxação baixa RB).
A perda de tensão Dspr nas armaduras protendidas,
devida à relaxação pura do aço desde o instante “to” do estiramento de armadura
até o intante “t”, é dada pela expressão:
Dspr (t,to) = y (t, to) s pi (NBR
7197 - 7.5)
na qual:
y (t,
to) = coeficiente de relaxação do aço entre os tempos to e t;
spi =
tensão na armadura de protensão resultante da força de protensão efetiva, isto
é, após o desconto das perdas imediatas (atrito e cravação).
Os valores de relaxação são
fixados nas especificações dos aços de protensão empregados.
A tabela a seguir (Tab. 5, NBR 7197) fornece os valores de relaxação para
os aços que a 20ºC foram submetidos durante 1000h a tensão de 0,60fptk, 0,70fptk e
0,80fptk respectivamente.
NBR 7197 - Tab. 5 Valores de y1000 (em %)
(para 1000 horas e 20ºC) obras
|
TENSÃO
INICIAL |
CLASSE
DE RELAXAÇÃO |
|
|
RELAXAÇÃO
|
RELAXAÇÃO
|
|
|
spi = 0,60 fptk |
4,5 |
1,5 |
|
spi = 0,70 fptk |
7,0 |
2,5 |
|
spi = 0,80 fptk |
12,0 |
3,5 |
Para tempos diferentes de
1000h, porém sempre a 20ºC, os coeficientes de relaxação podem ser determinados
pela expressão:
y (t,to) = y 1000
. (t - to/1000)0,15
Assim, por exemplo, após 5 anos
= 43800 h:
y (t,to) = y1000 .
(4800/1000)0,15 = 1,76 y1000
Como quase sempre
interessa apenas o valor final, costuma-se adotar:
y¥ = 2 . y 1000
Na
expressão Dspr (t,to) = y(t,to)spi considerou-se o comprimento da armadura constante, o que
não corresponde à realidade, uma vez que a retração e a fluência do concreto
alteram as dimensões iniciais.
Parece-nos oportuno, de fácil utilização
e programação a fórmula de comprovação experimental baseada no CM CEB-FIP
![]()
na qual:
spi = já definido anteriormente;
Dspcs = já
definido anteriormente;
y¥ = 2 . y1000
Para s pi < 0,5 fptk,
admite-se não haver perdas de tensão por relaxação (NBR 7197).
Os valores finais das perdas de
tensão na armadura ativa resultarão da soma dos valores acima abordados:
Dsp,csr = Dsp,cs + Dspr
Tanto o projetista quanto o
engenheiro de obra têm no alongamento dos cabos de protensão um parâmetro de
suma importância, pelo qual podem saber se a força de protensão gerada no
macaco foi realmente transmitida ao concreto e sem anormalidades. O projetista
calcula o alongamento teórico, o executor mede o alongamento real; a comparação
dos dois valores permite uma avaliação do comportamento real do cabo no
interior do concreto durante e após a protensão.
O cálculo do alongamento
teórico do cabo é feito a partir da Lei de Hooke, podendo-se empregar a
expressão:
![]()
na qual:
=
tensão média na armadura ativa, já consideradas as perdas imediatas;
L =
comprimento do cabo correspondente ao alongamento que está sendo calculado,
incluindo o trecho reto
Lr fora do concreto;
Ep =
módulo do aço de protensão.

Fig. 6: Cálculo aproximado do alongamento
No canteiro da obra será medido
o deslocamento progressivo de uma referência "R" marcado sobre a
armadura. O esforço de protensão desenvolvido pelo macaco será conhecido pelas
pressões crescentes registradas no manômetro a ele acoplado.
Em geral, a armadura ativa se
apresenta com traçado simétrico em relação à peça de concreto a ser protendida.
Caso a protensão seja feita por ambas as extremidades do cabo, o alongamento de
protensão será a soma das deformações contadas a partir da reação central.
Na viga abaixo esquematizada, o
perfil do cabo de protensão de 6 cordoalhas de Ø12,7 mm é formado por uma
seqüência de segmentos parabólicos.
Calcular a variação da força de
protensão ao longo do cabo em decorrência das perdas imediatas (atrito e
cravação), bem como o alongamento teórico do cabo.
Valores adotados:
m = 0,15;
g = 0,008;
k = mg = 1,2. 10¯³;
lr = 5mm;
Ep =
19500 kN/cm²;
sp = tensão máxima permitida pela
Norma;
spi = 0,77 . 187 = 144,0 kN/cm²;
Obs.: O
valor 187 está de acordo com a Norma ABNT NBR 7483 – Carga de Ruptura Mínima
para Cordoalha CP 190 RB Ø
Força de protensão na seção A,
considerando-se que no macaco já ocorreu uma perda de 2,5% e 1,002 cm² = área
transversal de uma cordoalha Ø ½":
Po =
144,0 . 1,002 . 6 . 0,975 = 844,08 kN

Fig. 7: Exemplo numérico
1. Cálculo das perdas por atrito
O valor de a entre
o ponto de aplicação do macaco e um ponto x pode ser obtido a partir de
inclinações do perfil parabólico.
a = ao - ax =
aB = ao =
aD = aB + 4fE / LDF =
0,123 + 4 . 18 / 2 . 240 = 0,123 +
0,150 = 0,273 rad
aE = 0,273 + 0,150 = 0,423 rad
aF = 0,423 + 0,150 = 0,573 rad
aG = 0,573 + 0,150 = 0,723 rad
|
SEÇÃO |
A |
B |
C |
D |
E |
F |
G |
|
x (cm) |
0 |
730 |
1460 |
1600 |
1840 |
2080 |
2740 |
|
a |
0 |
0,1230 |
0,2730 |
0,2730 |
0,4230 |
0,5730 |
0,7230 |
|
ma |
0 |
0,0185 |
0,0410 |
0,0410 |
0,0635 |
0,0860 |
0,1085 |
|
kx |
0 |
0,0088 |
0,0175 |
0,0192 |
0,0221 |
0,0250 |
0,0329 |
|
ma + kx |
0 |
0,0273 |
0,0585 |
0,0602 |
0,0856 |
0,1110 |
0,1414 |
|
e-(ma + kx) |
1 |
0,9730 |
0,9430 |
0,9410 |
0,9180 |
0,8940 |
0,8680 |
|
spi (MPa) |
1496 |
1455,60 |
1410,72 |
1407,73 |
1373,32 |
1337,42 |
1298,58 |
|
Px
(kN) |
899,39 |
875,11 |
848,13 |
846,33 |
825,64 |
804,06 |
780,67 |
2. Cálculo das perdas por cravação
Trecho AD:
![]()
Cravação:
![]()
DP = 2Dp .
= 2.0,0332 . 1328 =
88,18 kN

Fig. 8: Exemplo numérico - perdas
3. Cálculo do alongamento do cabo
Tensão média do trecho AG
(metade do comprimento):
![]()
Alongamento em cada lado:
![]()
4. Tensão máxima no manômetro do macaco
smáx = 899,39 / área do êmbolo do
macaco
Calcular para a seção B desta
mesma viga a perda de protensão proveniente da retração e fluência do concreto
e da relaxação do aço. Considerar para a seção B:
Mg =
303,96 kNm – momento da carga permanente;
Mp =
372,15 kNm – momento devido à protensão;
Mpg =
303,96 - 372,15 = -68,19 kNm;
Np =
872,02 kN – componente normal da protensão;
ecs = 0,28 . 10¯ ³ - retração do concreto no
tempo ¥ ;
fs = 2,2 – coeficiente de fluência do concreto;
Ec = 3047 kN/cm² - módulo de elasticidade secante do concreto.
- Perdas devidas à retração e
fluência do concreto na seção B:

- Relaxação do aço:
\ 
\
y = 2,7 y ¥ = 2 . 2,7 = 5,4
![]()
A perda lenta total na seção B valerá então:
![]()
Para as demais seções, o
procedimento é o mesmo, sendo que as perdas lentas da força de protensão variam
de seção para seção, mas as diferenças entre elas em geral são pequenas.
1 - FRITSCH, ERWINO – Concreto
protendido. Notas de aula, UFRGS, 1985
2 – SCHMID, MANFRED –
Concreto protendido – A protensão parcial do concreto. Vol. 1, UFPR, 1987.
3 – RUDLOFF, JOSÉ –
Influência do raio de curvatura nos atritos de um cabo de protensão.
Publicação interna da Rudloff – VSL Industrial Ltda.
4 – Perdas da força de
protensão – Cálculo exemplo – Sistemas VSL Engenharia S.A. – Publicação
interna.
5 – Normas – CEB-FIP Model
Code 1978 – NBR 7197
Notações: As notações estão
indicadas no texto, junto às respectivas fórmulas e aplicações. De modo geral
são empregadas as notações das Normas NBR 6118 e NBR 7197.
Direitos
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