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PAVIMENTOS RÍGIDOS EM CONCRETO PROTENDIDO |
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PAVIMENTOS |
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3 |
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Considerando como pacífica a competitividade
(custo-benefício) do pavimento rígido com relação ao flexível, podem-se fazer
as seguintes considerações:
No pavimento rígido em concreto simples, a
espessura da placa depende da carga de roda e da resistência à tração na flexão
do concreto. No pavimento em concreto protendido a resistência à tração é
aumentada pela compressão prévia aplicada ao concreto pela protensão. Com isto,
a espessura se torna consideravelmente menor, as placas podem ser muito maiores
e conseqüentemente as juntas - quase sempre o ponto fraco do pavimento, muito
menos freqüentes. A redução de espessura do concreto cobre aproximadamente o
custo da protensão.
A idéia de aplicar o concreto protendido em
pavimentos rodoviários e em pistas de aeroportos tem mais de 50 anos.
No pavimento rígido de concreto simples, a
espessura da placa depende da carga de roda, da resistência à tração na flexão
do concreto e da capacidade de suporte da base.
No pavimento rígido em concreto protendido, a
resistência à tração é controlada pela protensão que comprime previamente o
concreto criando nele uma reserva de tensão que permite uma redução sensível na
espessura da placa.
A placa assim comprimida se constitui num
pavimento praticamente impermeável e sem trincas, resguardando a sub-base
principalmente do fenômeno do "bombeamento".
As primeiras experiências feitas na Europa e nos
Estados Unidos utilizando o concreto protendido em pavimentação datam de 1945.
Na Austrália, na década de
Em princípio, há 3 maneiras de se conseguir a
protensão de um pavimento:
a) Protensão externa por meio de macacos
hidráulicos ou tóricos apoiados em estruturas ancoradas no solo.
b) Pré-tensão por meio de fios ou cordoalhas de
aço pré-tensionados entre estruturas ancoradas no solo, com transferência
imediata da força de protensão ao concreto, por aderência.
c) Protensão do concreto através de sistemas de
pós-tensão, com ou sem aderência posterior.
Das 3 soluções prevaleceu a terceira, recebendo
uma atenção especial na Europa Ocidental, onde a firma alemã Dyckerhoff und
Widmann desenvolveu a solução e executou algumas obras magníficas na época,
inclusive uma das pistas do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de
Janeiro. Utilizavam-se até então somente barras de aço especial, de grande
diâmetro.
Posteriormente, as firmas VSL e Rudloff
protenderam com a cordoalha de aço CP190 RB (fabricação brasileira
Belgo-Mineira) áreas apreciáveis em pistas, pátios de estacionamento e pisos. A
obra mais recente é o Pátio de Aeronaves do novo Aeroporto de Curitiba, há
pouco tempo inaugurado, onde o pavimento tem
A placa protendida, sendo menos solicitada à
tração, apresenta em igualdade de condições, uma vida útil maior. Em condições
normais de uso quase não ocorrem tensões de tração no pavimento protendido,
podendo as mesmas ser controladas através da protensão, de modo a se ter
protensão completa, limitada ou mesmo parcial, caso se queira admitir a
fissuração na parte inferior do pavimento.
As juntas de dilatação, maior fonte de quebras
na placa convencional, podem ser distanciadas de até
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curvas 1 e 2: concreto simples curvas 3 e 4: concreto protendido dNa = 10kg/cm² curvas 5 e 6: concreto protendido dNa = 20kg/cm² |
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Fig.
1: Comparação entre diferentes soluções |
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Consideram-se sempre tensões longitudinais e
tensões transversais, que decorrem de vários esforços solicitantes:
a) Variação de temperatura
b) Atrito com a sub-base
c) Protensão
d) Carga de roda
A variação de temperatura ocorrendo por igual na seção toda,
provoca apenas variações no comprimento da placa e conseqüentemente tensões
decorrentes do atrito com a sub-base.
Variações de temperatura ao longo da altura da placa, dão
origem a tensões de flexão, pelas quais a placa tende a levantar mas é
"levada" de volta à sua posição por ação do seu peso próprio.
Na média o aquecimento de cima para baixo pode ser tomado
com 0,7 ° C/cm e o esfriamento de cima para baixo com 0,4 ° C/cm.
As tensões decorrentes da queda de temperatura calculam-se
segundo Westergaard para o meio de uma placa infinita, pela expressão:
![]()
onde
dt = coeficiente de dilatação linear do concreto
m = ~ 0,2 (Poisson)
DT = diferença de temperatura entre as faces superior e inferior do
pavimento
Qualquer movimento longitudinal da placa de
concreto, seja por variação de temperatura, retração ou protensão, provoca
atrito com a sub-base. As tensões correspondentes podem ser calculadas pela
expressão
sx = ± f
. gc . x
f = coeficiente de atrito
gc = peso específico do concreto
x = distância considerada.
sx cresce com x e pode eventualmente consumir
toda a protensão aplicada.O comprimento ideal está entre 100 e
Fazem-se aqui todas as considerações habituais
em concreto protendido, importando além da força de protensão inicial junto aos
macacos (Po), a força final (P¥ ) após
as perdas, na seção mais distante dos macacos.
A protensão neste caso tem por finalidade
diminuir o número de juntas de dilatação e eliminar ou diminuir a probabilidade
de fissuras.
Os cabos são sempre retos e colocados em bainhas
metálicas ou de plástico e situados normalmente na metade inferior da altura do
pavimento.
As ancoragens de protensão podem estar nas
extremidades ou no meio da placa. No primeiro caso, deixa-se sem concretar uma
faixa de aproximadamente 1,0m para instalação dos macacos. Uma boa armadura de
espera garante o bom acabamento posterior desta faixa.
Nos cabos sendo retos, só ocorrerão perdas por
atrito devidas às ondulações parasitas, que podem até ser bastante apreciáveis
(0,7º/m), e em conseqüência das quais torna-se problemática a execução de cabos
mais longos do que 150m. O normal está
em torno de 100m.
Para facilitar o cálculo, costuma-se usar no
projeto uma carga pré-estabelecida de roda única, que seja equivalente à máxima
carga de operação.
Entre os diferentes critérios de equivalência,
pode-se optar, em rodovias, pelo do U.S.Army Corps. of Engineers, onde a carga
de roda simples (ESWL) equivalente a um dado conjunto de rodas múltiplas é a
carga que, atuando sobre uma área de contato igual à de uma das rodas
múltiplas, gera na superfície do sub-leito uma deflexão máxima idêntica à
resultante da ação combinada das rodas que compõe o referido conjunto de
múltiplos. , gera na superfície do sub-leito uma deflexão máxima idêntica à resultante
da ação combinada das rodas que compõem o referido conjunto de múltiplos. (Ref.
8)
No caso de aeronaves, a forma da superfície de
contato entre cada roda e o pavimento é representada na figura abaixo.
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Área A = pR² +
4R/3 . 2R = pR² +
8R² / 3
A = (p +
8/3) R² = 5,81 R² L = 3,33 R Estas áreas de contato são dispostas em 4. |
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Fig. 2: Forma da superfície de contato entre
roda e pavimento, para aeronaves |
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"t" e "s" dependem da
aeronave. Em função de t/l, s/l e A/l ², sendo l o comprimento
característico, acha-se um fator de redução tal que o peso da roda única
equivalente (EWL) seja o peso do trem (das 4 rodas reais) dividido por r. O valor EWL é tabelado para as diversas
aeronaves (Ref. 5) em função de “L”. |
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Fig. 3:
Indicação de “t” e “s” |
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Cargas de roda dão origem a tensões de flexão
que dependem da própria carga Q, da área de contato A e conseqüentemente da
pressão p do ar nos pneus, do coeficiente de recalque K do meio elástico sobre
o qual se apoia a placa, da espessura da placa e da posição da carga em relação
ao bordo da placa.
Estas tensões de flexão podem ser muito bem
calculadas pela teoria de Westergaard.
São usados os seguintes valores auxiliares:
(comprimento elástico - mm)

Carga no meio da placa: 
Carga na borda da placa: 
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Fig. 4:
Borda da placa |
Carga no canto da placa: 
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Fig. 5:
Canto da placa |
É comum referir-se a capacidade de suporte do
solo por meio do Índice de Suporte California CBR, cuja correspondência com o
valor de "K" é a seguinte:
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CBR |
3 |
5 |
10 |
20 |
50 |
100 |
|
K |
2,77 |
4,16 |
5,54 |
6,92 |
13,85 |
22,16 |
Não se considera coeficiente de impacto, uma vez
que as tensões observadas para veículos em movimento deram de
Ao ser solicitado por uma carga de roda, um
pavimento de concreto sofre deformações cuja grandeza depende do valor da
carga, de sua posição relativa aos bordos da placa e da área de contato, além
das rigidezes da fundação e da própria placa de concreto. Pode ser calculada
pela expressão:
![]()
Sendo
= deflexão
para carga puntiforme.
no canto:
[mm]
na borda: 
Tensões verticais sob a carga Q:
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Fig. 6:
Tensões verticais sob a carga Q |
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Para o dimensionamento de camadas do pavimento
de concreto à flexão, vale o esquema de camadas indicado na figura seguinte. O
conjunto tem comportamento elástico, sendo as camadas portante e do sub-leito
caracterizadas pelos coeficientes "k" respectivos.
Os diversos processos de cálculo
(Boussinesq/Odemark., Westergaard, Burmister) consideram sempre a placa de
concreto sobre apoio elástico.
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Fig. 7:
Sistema em camadas |
Existem diferentes critérios de dimensionamento
mas, em princípio, consideram-se de um lado as tensões decorrentes das
solicitações externas - carga de roda, atrito com a sub-base, temperatura
diferencial, e do outro a resistência do concreto à tração na flexão e a
protensão.
Das solicitações externas temos a máxima tração:
st = sQ + satr + sst
A este st opõe-se o fctk e a protensão.
Desta igualdade tiramos pois a força de
protensão necessária, sendo que taxas de protensão adequadas deixam uma
protensão residual de
O equilíbrio de uma seção protendida pode ocorrer
a) Ia - protensão completa.
b) Ib - protensão limitada.
c) IIa - protensão parcial.
d) IIb - estado limite último (ELU)
No pavimento protendido, o equilíbrio deverá se
encontrar nos Estádios Ia ou Ib. O Estádio II b deve ser verificado sempre.
Para o Estádio Ib (protensão limitada), as
equações de equilíbrio conduzem às seguintes expressões:
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Fig. 8:
Estádio Ib |
![]()
na qual 
A equação acima forma o valor de ¨x¨, com o qual
podemos calcular:

e finalmente o momento de fissuração
![]()
Comparamos o momento Mr com o momento fletor na
seção mais desfavorável, considerando a segurança à fissuração desejada e a
segurança à fadiga.
A segurança à fadiga pode ser obtida
reduzindo-se o valor de Mr em função do número admissível de repetições de
carga, segundo o quadro de valores abaixo apresentado.
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Relação de tensões |
Repetições de carga |
Relação de tensões |
Repetições de carga |
|
0,50 |
ilimitado |
0,68 |
3.500 |
|
0,51 |
400.000 |
0,69 |
2.500 |
|
0,52 |
300.000 |
0,70 |
2.000 |
|
0,53 |
240.000 |
0,71 |
1.500 |
|
0,54 |
180.000 |
0,72 |
1.100 |
|
0,55 |
130.000 |
0,73 |
850 |
|
0,56 |
100.000 |
0,74 |
650 |
|
Relação de tensões |
Repetições de carga |
Relação de tensões |
Repetições de carga |
|
0,57 |
75.000 |
0,75 |
490 |
|
0,58 |
57.000 |
0,76 |
360 |
|
0,59 |
42.000 |
0,77 |
270 |
|
0,60 |
32.000 |
0,78 |
210 |
|
0,61 |
24.000 |
0,79 |
160 |
|
0,62 |
18.000 |
0,80 |
120 |
|
0,63 |
14.000 |
0,81 |
90 |
|
0,64 |
11.000 |
0,82 |
70 |
|
0,65 |
8.000 |
0,83 |
50 |
|
0,66 |
6.000 |
0,84 |
40 |
|
0,67 |
4.500 |
0,85 |
30 |
No Estádio II b - Estado Limite Último (ELU) -
segurança à ruína, o concreto encontra-se fissurado, estando ambos os materiais
em regime plástico e valendo os domínios 2 e 3 da NBR6118 (4.1.1.1a). Com base
nas resistências de projeto dos materiais, a verificação das seções
transversais de concreto com armadura ativa e passiva tem por objetivo a
determinação do momento último Mud do qual a seção é capaz, para compará-lo ao
momento característico Mk, proveniente da solicitação atuante externa - carga
de roda equivalente, multiplicada pelo coeficiente de majoração =1,25. A
segurança à ruína definida no Estado Limite Último (ELU) estará assegurada
quando Mud>=g Mk.
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Fig. 9:
Estádio IIb |
Da condição de equilíbrio SFx=0,
temos
Accrfcdr
- Asfyd - Apfpyd=0 , da qual
tiramos o valor de "x".
A seção deve estar nos Domínios 2 e 3 (NBR 6118)
podendo a ruína ocorrer por esmagamento do concreto (Dom. 3) ou por deformação
excessiva do aço(Dom.2b).
O momento interno de projeto valerá:
Md = Asfyd
(ds - x’Rcc) + Apfpyd (dp - x’Rcc)
O aço de protensão apresenta no Estádio IIb dois
alongamentos:
ep(0) =
pré-alongamento que conhecemos porque decorre da força de protensão;
epx = alongamento decorrente da
flexão da peça até o estado limite último(ELU) e que depende de
"x".
A deformação total do aço no ELU valerá epyd = ep(0) + epx e à ela corresponde uma tensão fpyd.
Como não a conhecemos de antemão (por causa de epx),
podemos arbitrá-la e através das equações de equilíbrio, por aproximações
sucessivas chegar ao valor de fpyd.
A relação entre fpyd e epyd pode
ser obtida do diagrama (C.S.B.M.) abaixo:
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Fig. 10:
Diagrama de relação entre fpyd e epyd |
A área a ser pavimentada é dividida em faixas de
A placa protendida é esbelta e flexível, mas
para que a protensão realmente atinja a placa em todo o seu comprimento, é
necessário que o atrito com a sub-base seja o menor possível. Esta condição só
se consegue com um acabamento liso da sub-base e para tanto várias soluções
podem ser usadas:
- Sobre o aterro compactado uma camada de
asfalto e sobre o asfalto duas camadas de papel parafinado ou plástico.
- Uma camada de areia fina de
O sucesso de qualquer pavimento, e em especial
do protendido, depende fundamentalmente do desempenho e uniformidade da sua
fundação. Sub-bases com coeficiente de recalque k inferior a 10 kgf/cm3 não
devem ser usadas para suporte do pavimento protendido.
Talvez seja oportuno lembrar que a sub-base tem
por finalidades:
1. Evitar o fenômeno do bombeamento. Os finos
plásticos podem existir no solo da fundação e se manifestar em presença da água
em excesso e de cargas pesadas.
2. Eliminar os efeitos de mudanças volumétricas
dos solos do sub-leito.
3. Criar uniformidade de suporte para o
pavimento.
As sub-bases podem ser compostas por materiais
naturais ou artificiais, estabilizadas por meio mecânico, ou podem ser tratadas
com aditivos (cimento portland, cal, asfalto). Entre as tratadas com cimento,
temos o solo-cimento, solo melhorado com cimento, brita graduada tratada com
cimento e concreto pobre. É muito usada entre nós a brita graduada (BG) e a
brita graduada tratada com cimento (BGTC).
Economicamente, é interessante que a sub-base
tenha um k elevado, pois com isto diminui a espessura do pavimento de concreto,
camada mais nobre, de maior custo inicial.
A presença do cimento na sub-base aumenta
consideravelmente o seu coeficiente de recalque k.
Em pisos pequenos, a concretagem pode ser feita
com recursos convencionais, jericas e vibradores de imersão. Já em pisos de
aeroportos e rodovias, os equipamentos podem ir desde a régua vibratória até o
trem de concretagem, embora por exemplo no aeroporto de Curitiba, numa área de
aproximadamente
Em resumo:
- Qualidade e homogeneidade do concreto;
- Qualidade de execução;
- Concretagem de cada faixa no tempo mínimo e
sem interrupções, a fim de não ocorrerem retrações diferenciais ao longo da
faixa;
- Protensão por etapas;
- Cura adequada por meio de cobertura com sacos de
aniagem constantemente molhados e cura química.
A protensão por etapas visa combater o aparecimento das
fissuras de retração que ocorrem com muita facilidade em placas esbeltas e
longas. A primeira etapa deve ser aplicada poucas horas após a concretagem da
faixa (depende do fcj).
Os cabos da direção transversal são colocados primeiro, mas
protendidos por último, após a última protensão longitudinal.
Podem
ocorrer dois tipos de juntas nas placas de concreto protendido:
a)
as juntas de concretagem entre as faixas de construção;
b)
as juntas de dilatação.
a) Juntas de concretagem
Normalmente são retas ou levam
um dente de concreto para melhor transferência da força cortante. A opção pelo
dente depende da taxa de protensão transversal que por sua vez define a força
cortante que pode ser transferida por atrito entre as faixas.
b) Juntas de dilatação
O detalhamento das juntas de
dilatação é assunto delicado. O problema que teoricamente é simples pode se
tornar na prática o ponto onde começam os defeitos. As poucas juntas de
dilatação que existem por exemplo numa pista de pouso de um aeroporto, não
podem falhar. Estas juntas, que podem ser metálicas ou de borracha, devem ser
projetadas e instaladas em harmonia com o sistema de protensão. No seu projeto,
se consideram:
a) o
tamanho da placa;
b) a
temperatura da instalação;
c) a
temperatura máxima que poderá ocorrer na face superior;
d) a
temperatura correspondente na face inferior;
e) a
mínima temperatura na face superior;
f) a temperatura
correspondente na face inferior.
Assim, por exemplo numa placa
de
Temperatura
de instalação: 20° C
Temperatura
máxima na face superior: 40° C
Temperatura
correspondente na face inferior: ti = 40 - 0,7x20 = 26° C
Temperatura
mínima na face superior: -5° C
Temperatura
correspondente na face inferior: ti = -5+0,7x20 = +9° C
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Fig. 11:
Exemplo de consideração da temperatura em juntas de dilatação |
Considerando
o pavimento livre para o deslizamento:
Dl = 10-5 x 60/2 x 13 = 0,39 cm
Total na
junta Dl’ =2 x 0,39 =
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Fig. 12:
Exemplo de consideração da temperatura em juntas de dilatação |
Considerando
o pavimento livre para o deslizamento:
Dl = 10-5 x 60/2 x 18 =
Total na junta Dl’ =2 x 0,54 =
O que dificulta o dimensionamento da junta são, além disso, as
deformações irreversíveis do concreto (retração e deformação lenta),
normalmente ambas ainda em andamento durante a instalação da junta e que
poderão conduzir no inverno a aberturas grandes, mas evidentemente calculáveis.
No caso das rodovias pavimentadas com concreto protendido, é possível
otimizar o tamanho das placas de modo a se ter juntas por simples justaposição,
enchidas com selante.
As juntas de dilatação devem ser mantidas
sempre limpas.
Em comparação com a placa de concreto convencional, a placa protendida
oferece uma alternativa tecnicamente superior e economicamente competitiva.
"Não foi usada até hoje com mais freqüência porque dificilmente se considerou
o aspecto custo-benefício e também porque o dimensionamento em geral foi
baseado em experiências práticas anteriores do projetista. A pavimentação, além
disto, não tem sido considerada como elemento estrutural e sim tratada como
elemento secundário. No mais, os problemas com as placas simples nunca
apareceram na época da construção e sim bem mais tarde, quando o projetista já
havia se desvinculado há muito do projeto e a substituição das placas ficou
entregue a equipes pouco preocupadas com a origem do problema." (4)
Parece-nos que, em função dos novos rumos da conjuntura brasileira, a
vida útil de um pavimento e o custo-benefício são aspectos de real interesse
para quem se envolve no empreendimento.
Pretendemos com o presente trabalho acender novamente um velho assunto (ver F. Leonhardt – 1954 ou A. C. Vasconcelos - 1979), porque julgamos a solução do pavimento protendido competitiva, com elevada durabilidade, interessante e sem dúvida, uma solução bonita, capaz de entusiasmar o engenheiro do pavimento, o engenheiro do concreto e o usuário da pista.
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Imagens:
Aeroporto Afonso Pena, Curitiba – PR: detalhes do Pátio de Aeronaves, 1996 |
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1.
Leonhardt, F. Spannbeton für die Praxis
-1954.
2.
Leonhardt, F. Spannbeton für die Praxis
-1962.
3. Eisenmann, J. Betonfahrbahnen -1979.
4. Danzeisen, V. Placas de concreto protendido - II Seminário Nacional de Concreto
Protendido -1976.
5. Vasconcelos, A.C. Documentário sobre pavimentos de concreto protendido para aeroportos e
rodovias –Ibracon -1979.
6. Schmid, M.T. A protensão parcial do concreto -1987.
7. Gramling,
Teng,
8. Pereira, A. M. Análise crítica dos fatores de equivalência adotados pelo DNER e sua
adequação às rodovias de tráfego pesado - Associação Brasileira de Pavimentação,
Boletim nº11.
9. Pitta, M.R.; Carvalho, M.D. Dimensionamento
de pavimentos de concreto para aeródromos - o método PCA - Ibracon 1982.
Direitos
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a fonte.















